IAAF investiga tênis que dão vantagem indevida ao corredor

IAAF investiga tênis que dão vantagem indevida ao corredor

Algo entre tênis de corrida e sapatilhas, a Nike está com um de seus modelos no centro das discussões dos apaixonados por corrida.

O modelo foi usado pelos três medalhistas da Maratona nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, no ano passado, e depois foram usadas também pelos vencedores de Maratonas em Berlim, Chicago e Nova York. Uma estranha coincidência.

A Nike está lançando agora um modelo baseado no mesmo usado pelos medalhistas, o Zoom Vaporfly, que vem também com um desafio: a empresa está prometendo quebrar o atual record mundial na prova, de 2h 2min e 57 seg. A ideia é ter um atleta com o tênis da marca quebrando este record e completando uma Maratona em menos de 2 horas. Muitos defendem que essa é uma injusta manobra de marketing, já que a companhia já avisou que o Breaking2 (nome comercial do desafio) não apresentará as condições necessárias para configurar um record mundial.

A sapatilha da Nike tem um pedo de 180 gramas e uma entressola espessa porém leve, que proporciona 13% mais energia que um solado comum. No meio da entressola há uma placa rígida de fibra de carbono, curva como uma colher. Segundo a empresa, a placa foi projetada para reduzir o volume de oxigênio necessário para correr rapidamente. A placa libera energia a cada passo, funcionando como uma espécie de mola. Essa pequena placa é responsável por reduzir em 4% a energia necessária para correr em relação à outros calçados.

A IAAF recebeu diversas denúncias e pessoas questionando o uso do tênis em provas oficiais. O órgão está investigando se o uso do tênis representa realmente uma vantagem injusta para os corredores ou se é um processo normal de modernização dos acessórios utilizados em uma corrida. Vale ficar de olho pois essa história ainda terá muitos desdobramentos.

 




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